domingo, janeiro 13, 2013

Oração de um ateu

Transcrito de Brado de Guerra


Um farmacêutico ateu tinha planejado ir ao teatro; e, fechando pontualmente a farmácia, começou a fazer os preparativos, quando ouviu baterem à porta. Ao abri-la encontrou uma menina que lhe disse entre lágrimas:

– "Por favor, senhor, poderia preparar esta receita para minha mãe?"

– Já é tarde – foi a resposta –, a farmácia está fechada!

– Ó senhor, só esta vez, por favor, pois mamãe está muito doente!
– Bem, bem, disse com impaciência o farmacêutico. Dê-me a receita. E, com certa pressa, preparou o remédio e entregou-o à menina. Mas, depois, ao repor as garrafas nas prateleiras, viu com indescritível horror que, por engano, tinha usado um veneno no preparo da receita.


 
Petrificado, momentaneamente, pelo terrível acontecimento, lançou-se à porta e à rua, mas não encontrou sinal da menina, nem tampouco sabia quem era.

Que fazer? Então, ele, o homem que não acreditava em Deus, caiu de joelhos e exclamou: – "Faze, ó Deus, que essa mulher não tome o remédio! Ó Senhor, não permitas que isso aconteça!"

Não sabia por quanto tempo agonizou em oração, mas, enquanto continuava orando, bateram outra vez à porta. Ali estava de novo a menina, com seu corpinho sacudido pelos soluços.


– "Ó senhor" – exclamou –, "suplico que prepare de novo o remédio, porque eu caí, o vidro partiu-se e o remédio derramou!". Não se pode descrever a emoção de assombro e alegria sentida pelo farmacêutico. Já não era aquele homem ateu de antes. E, tendo entregado de novo o remédio à menina, ajoelhou-se outra vez e, com sua Alma voltada para Deus, rendeu-Lhe graças por Ele ter ouvido e respondido à sua dramática oração. E, o que é mais importante, depois de tal "milagre", entregou-se a Deus e tornou-se um crente fervoroso.

Extraído de livro "Ao Coração de DEUS" de Paiva Netto

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